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CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU SE REUNIU NA MANHÃ DESTA SEGUNDA-FEIRA PARA DEBATER CRISE NA VENEZUELA APÓS ATAQUE DOS EUA

Publicada em: 05/01/2026 16:33 -

CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU SE REUNIU NA MANHÃ DESTA SEGUNDA-FEIRA PARA DEBATER CRISE NA VENEZUELA APÓS ATAQUE DOS EUA


O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) se reuniu na manhã desta segunda-feira (05) em sessão extraordinária para discutir a grave crise na Venezuela, desencadeada após o ataque militar dos Estados Unidos no último sábado e a captura do presidente Nicolás Maduro.

A reunião foi convocada pela Colômbia, diante da escalada de tensão na América Latina e da repercussão internacional do episódio. O encontro contou com manifestações contundentes de diversos países membros e evidenciou a divisão da comunidade internacional sobre os desdobramentos da ação norte-americana.

Durante o debate, o secretário-geral da ONU, António Guterres, reiterou sua posição ao afirmar que a ação dos Estados Unidos representa um “precedente perigoso”, ressaltando que medidas unilaterais desse tipo colocam em risco o direito internacional, a soberania dos países e a estabilidade global.

O embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, discursou no Conselho acusando os Estados Unidos de violar a Carta das Nações Unidas. Ele classificou a operação como uma “guerra colonial” e afirmou que o ataque teria como objetivo pilhar os recursos naturais venezuelanos, incluindo as maiores reservas de petróleo do mundo.

O Brasil participou da reunião, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se posicionou publicamente contra a ofensiva. Lula repudiou os ataques e afirmou que os bombardeios, assim como a prisão de Nicolás Maduro e de sua esposa, ultrapassam uma linha inaceitável, ferindo princípios básicos da soberania nacional e do direito internacional.

Também na manhã desta segunda-feira, a União Europeia (UE) reforçou sua posição sobre a crise. Em comunicado conjunto apoiado por 26 Estados-membros — todos, exceto a Hungria — o bloco pediu calma e moderação para evitar uma escalada do conflito e defendeu uma solução pacífica para a Venezuela.

No documento, a UE destacou que respeitar a vontade do povo venezuelano é a única forma de restaurar a democracia e superar a crise atual. O bloco europeu afirmou ainda que Nicolás Maduro não possui legitimidade democrática, pediu a libertação de opositores políticos e fez um apelo pelo respeito ao direito internacional.

A reunião do Conselho de Segurança terminou sem consenso imediato, mas evidenciou a gravidade do cenário e a pressão internacional por uma saída diplomática para a crise venezuelana.

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